Abertura acelera, mas gargalos regulatórios mantêm investidores cautelosos
Chevron — Em declarações recentes, o CEO Mike Wirth avaliou que as mudanças promovidas pela Venezuela no setor de petróleo sinalizam progresso, porém permanecem insuficientes para atrair o volume de capital externo necessário a uma virada de produção.
- Em resumo: Liberação a investidores avança, mas falta segurança jurídica e mão de obra qualificada.
Sinal verde parcial não destrava aportes bilionários
Após a prisão de Nicolás Maduro em janeiro e a posse interina de Delcy Rodríguez, Caracas derrubou normas nacionalistas e reabriu portas a multinacionais. Ainda assim, Wirth alertou à emissora CBS que a reação do mercado continua contida. Segundo levantamento da Bloomberg, o parque petrolífero venezuelano opera hoje com pouco mais da metade da capacidade instalada.
“Está caminhando na direção certa, mas não o bastante para o nível de investimento desejável”, pontuou Wirth.
O que ainda trava a retomada da produção?
Além do quadro regulatório, o país enfrenta êxodo de engenheiros e técnicos desde 2015, quando as sanções dos EUA se intensificaram e a produção desabou de 2,3 milhões para cerca de 700 mil barris diários. Especialistas lembram que reerguer campos maduros exige contratos longos, cadeia de suprimentos robusta e estabilidade cambial — condições que Rodríguez tenta reconstruir ao remover controles e reatar diálogo com o FMI.
Como isso afeta o seu bolso? Caso a oferta venezuelana volte a crescer, preços globais tendem a aliviar, refletindo em combustíveis, fretes e, por tabela, inflação. A aposta, porém, depende de garantias jurídicas que o governo interino ainda precisa entregar. Para acompanhar outros movimentos que mexem no preço da energia, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Chevron