Indicadores de inflação e emprego temperam a expectativa por cortes ou altas
Banco Central do Brasil – Entre 27 de abril e 1º de maio, a autoridade monetária brasileira divide os holofotes com o Federal Reserve em uma “Super Quarta” que deve redefinir apostas sobre a Selic e os Fed Funds, com efeitos imediatos no câmbio, nos juros futuros e no custo do crédito ao consumidor.
- Em resumo: Selic e Fed Funds podem mudar de patamar na mesma tarde, ampliando a volatilidade de dólar, ações e títulos.
IPCA-15, IGP-M e Caged calibram a leitura sobre a Selic
O mercado local começa a semana digerindo o Boletim Focus e, já na terça-feira, o IPCA-15 — prévia da inflação oficial — pode reforçar ou esfriar a expectativa de corte moderado na reunião do Copom. Na quarta, IGP-M e IPP completam o retrato de preços antes do veredito do Comitê, previsto para 18h30.
O consenso das tesourarias prevê redução de 0,25 ponto, mas o tom do comunicado “vale tanto quanto o número”, avaliam estrategistas.
Na quinta-feira, dados de dívida/PIB, resultado primário e taxa de desemprego mostrarão se a trajetória fiscal respalda cortes adicionais nos próximos encontros, enquanto o Caged revelará o fôlego do mercado de trabalho.
Fed, BCE e BoE ajustam a bússola global de juros
Nos Estados Unidos, a semana reserva um cardápio robusto de estatísticas – de ADP a PCE. A decisão do FOMC, às 15h (Brasília), será seguida de coletiva de Jerome Powell, quando qualquer pista sobre a trajetória de 2026 poderá definir fluxos para emergentes. A expectativa de Wall Street, segundo apuração da Reuters, é de manutenção, mas com viés de alta caso a inflação persista.
Europa e Reino Unido entram na quinta-feira com anúncios do BCE e do Banco da Inglaterra, ambos pressionados por inflação resistente e crescimento frágil. Já o Banco do Japão mantém a postura acomodatícia, reforçando o contraste no xadrez monetário.
Como isso afeta o seu bolso? Juros mais altos lá fora encarecem o dólar e podem limitar cortes na Selic, elevando custos de empréstimos e financiamentos. Para acompanhar cada passo dessa agenda e entender onde investir em meio à volatilidade, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central