Novo pacto com a IG4 amplia a influência da estatal sem custo adicional
Petrobras — Em fato relevante divulgado na noite de 23/05, a estatal confirmou um acordo de acionistas com o FIP Shine, da IG4 Capital, que estabelece controle compartilhado da Braskem. A medida promete acelerar o plano de reestruturação financeira da petroquímica, que carrega US$ 9,4 bilhões em dívidas.
- Em resumo: Petrobras e IG4 passam a deter 70,4% da Braskem, com paridade na indicação do conselho e da diretoria.
Conselho paritário muda o jogo para a Braskem
Pelo novo acordo, nenhuma decisão sai sem consenso, travando vetos unilaterais e elevando o peso da Petrobras na gestão. Segundo dados compilados pela Reuters, a estatal dispunha de apenas três dos 11 assentos no colegiado; agora, terá metade das cadeiras e poder igual ao da IG4.
“Acreditamos que a Petrobras exercerá influência significativamente maior sobre a gestão da Braskem — ponto positivo diante da atual fragilidade da estrutura de capital”, avaliou a XP Investimentos no relatório enviado a clientes.
Dívida alta, passivos ambientais e a janela para recuperação
A Braskem fechou 2025 com prejuízo de R$ 10,28 bilhões e mantém exposição ao acidente de Maceió, que já consumiu R$ 1,2 bilhão em indenizações. Historicamente, a companhia tenta vender ativos ou atrair sócios desde 2018, mas impasses de governança freavam interessados. Com 36,1% do capital total (47% votante) mantidos pela Petrobras e 34,3% transferidos à IG4, o mercado vê maior previsibilidade para renegociar linhas de crédito externas e alongar vencimentos no México.
Como isso afeta o seu bolso? Se a reestruturação for bem-sucedida, a redução do risco de crédito tende a refletir nos preços das ações BRKM5 e no custo de capital do setor petroquímico. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras