A queda recente do câmbio esconde um custo invisível ao investidor
Avenue – Nos últimos 12 meses, o dólar recuou cerca de 15%, enquanto o índice S&P 500 saltou 30%. O contraste acendeu o alerta: focar apenas na cotação da moeda pode travar seu portfólio em reais e fazer você abrir mão dos melhores retornos globais.
- Em resumo: quem “esperou o câmbio perfeito” perdeu duas vezes – tempo de mercado e valorização dos ativos.
Mercado reage: ativos superam a variação cambial
Dados da Reuters apontam que, mesmo com a volatilidade geopolítica, o S&P 500 renovou máximas históricas. Nesse cenário, o investidor que postergou a entrada lá fora economizou centavos no câmbio, mas ficou fora de 30% de valorização.
“A cotação do dólar não é a variável mais importante quando você decide investir fora do Brasil”, destaca o relatório interno da Avenue citado pelos gestores.
Por que o real não é porto seguro em crises?
O real costuma andar de mãos dadas com o apetite global por risco. Basta lembrar 2008 e 2020: em momentos de estresse, investidores correm para dólar, ouro e Treasuries, deixando moedas emergentes vulneráveis. Segundo séries do Banco Central, a divisa brasileira já perdeu mais de 80% de seu poder de compra desde a adoção do regime de câmbio flutuante em 1999.
Como isso afeta o seu bolso? Concentrar 100% do patrimônio em reais é, na prática, apostar que a moeda local sempre se valorizará. Se o cenário se inverter, o custo de oportunidade e o risco cambial começam a corroer o ganho real de toda a carteira. Para mais detalhes sobre diversificação internacional, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Avenue