Manutenção do fluxo de petróleo russo coloca Havana em rota de colisão econômica com Washington
Ministério das Relações Exteriores da Rússia — Em declaração recente, a porta-voz Maria Zakharova reafirmou que Moscou manterá ajuda humanitária e energética a Cuba, mesmo sob a escalada de sanções dos Estados Unidos, ampliando a tensão sobre o suprimento de combustíveis no Caribe.
- Em resumo: Kremlin sinaliza novos embarques após liberar 700 mil barris de petróleo bruto para Cuba em março.
Moscou aposta no petróleo para sustentar aliado histórico
Segundo dados citados pela chancelaria russa, o navio-tanque Anatoly Kolodkin concluiu a entrega que burlou o bloqueio de combustíveis imposto por Washington. O movimento reforça a leitura de que a Rússia recorre a exportações energéticas como instrumento geopolítico, estratégia observada também em relatórios da Reuters sobre sanções e rotas alternativas criadas desde 2022.
“Rejeitamos chantagens e ameaças… e continuaremos a fornecer assistência humanitária a Cuba durante esse período difícil de confronto alimentado artificialmente.” — Maria Zakharova, porta-voz do Ministério.
Pressão dupla: sanções americanas e fragilidade cambial cubana
Com a economia de Havana encolhendo cerca de 10% desde a pandemia, cada carregamento de óleo cru russo reduz a necessidade de importação em moeda forte, aliviando a já combalida reserva de divisas cubana. Para Moscou, o repasse funciona como saída para barris que enfrentam descontos no mercado global, após o teto de preço do G7.
Como isso afeta o seu bolso? Tensão extra em rotas do Caribe tende a elevar prêmios de risco no preço do barril e pode respingar nos postos brasileiros em períodos de baixa oferta. Para acompanhar os desdobramentos da geopolítica do petróleo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério das Relações Exteriores da Rússia