Financiamentos somam R$ 18,5 bi e alcançam 4º maior nível histórico
Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) — levantamento divulgado recentemente mostra que o crédito imobiliário ganhou fôlego em março de 2026, impulsionado pela Caixa Econômica Federal, enquanto grandes bancos privados perderam participação.
- Em resumo: desembolsos saltaram 56,9% em um mês e 53,9% em 12 meses, somando R$ 18,5 bi.
Caixa amplia domínio; Itaú e Bradesco encolhem
Com R$ 21,4 bilhões liberados no 1T26, a Caixa viu suas concessões crescerem 68,5% na base anual, dobrando a fatia no mercado. Já Itaú Unibanco e Bradesco registraram retrações de 5,5% e 20,2%, respectivamente, num cenário em que a poupança voltou a atrair depósitos — movimento captado nas estatísticas do Banco Central.
“Em março, os financiamentos alcançaram R$ 18,5 bilhões, alta de 56,9% em relação a fevereiro e avanço de 53,9% sobre março de 2025”, destaca o relatório da Abecip.
Ciclo de juros e poupança explicam a virada
O recuo gradual da taxa Selic desde 2025 tem reduzido o custo do crédito, ao mesmo tempo em que a remuneração da poupança, atrelada a 70% da taxa básica quando esta fica até 8,5% ao ano, mantém recursos disponíveis para a linha SBPE — principal fonte dos financiamentos analisados. Historicamente, picos de concessão costumam ocorrer quando o spread entre a TR (Taxa Referencial) e a Selic favorece a migração de aplicações para o setor imobiliário.
Como isso afeta o seu bolso? A maior oferta de crédito pode pressionar para baixo as taxas finais nos próximos meses, aumentando o poder de negociação de quem pretende financiar um imóvel. Para mais detalhes sobre o mercado de habitação e crédito, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Abecip