Reservatório da Usina Luiz Gonzaga transforma Petrolândia em destino de mergulho lucrativo
Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF) — Desde a formação do Lago de Itaparica, em 1988, a antiga Petrolândia descansa sob 834 km² de água. Quando a seca baixa o nível do Rio São Francisco, a torre da Igreja do Sagrado Coração de Jesus reaparece e injeta novo fôlego financeiro no sertão pernambucano.
- Em resumo: cada temporada de estiagem atrai mergulhadores e movimenta pousadas, barcos-táxi e guias locais.
Do megawatt ao caixa local: impacto da hidrelétrica
Com potência instalada de 1.479 MW, a usina garante energia ao Nordeste e, paradoxalmente, abriu espaço para um filão turístico. Dados do IBGE mostram que o município superou 36 mil habitantes em 2025, alavancado por serviços ligados ao lago.
“A torre e parte da fachada permaneceram de pé mesmo com a chegada da água, e hoje são o símbolo mais icônico da cidade submersa.” — relato histórico sobre a Igreja do Sagrado Coração de Jesus.
Seca programada, passeios lotados e renda emergente
Entre julho e setembro, o nível do reservatório cai cerca de 10 metros, revelando arcos e paredes da igreja. Operadores de lancha fecham pacotes que incluem a vizinha Ilha de Rarrá e o Mirante da Serrota, gerando empregos temporários e receita alternativa para famílias antes dependentes da agropecuária de subsistência.
Especialistas em desenvolvimento regional observam que destinos de turismo subaquático, como Petrolândia, apresentam ticket médio até 30% maior que o de roteiros convencionais no interior nordestino — cenário impulsionado pelo apelo de “Atlântida brasileira” e pelas redes sociais.
Como isso afeta o seu bolso? A combinação de seca previsível e roteiro instagramável pode elevar preços de hospedagem em até 40% no pico da temporada. Vale planejar com antecedência. Para mais detalhes sobre tendências de economia regional, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / CHESF