Velocidade recorde e parceria com a NASA sacodem o setor imobiliário
ICON Technology – A construtech norte-americana acelerou a entrega de um bairro inteiro em Georgetown, Texas, imprimindo paredes em 24 horas e ofertando unidades entre US$ 400 mil e US$ 600 mil, valor médio-alto que já atraiu mais de 70 % dos compradores antes da conclusão.
- Em resumo: investimento de US$ 57 milhões da NASA impulsiona a mesma tecnologia que reduz prazos de obra de meses para um único dia.
De onde vem o capital que financia a construção aditiva?
Além de rodadas privadas, a companhia firmou com a agência espacial o Project Olympus, contrato para desenvolver módulos lunares. O recurso público injeta escala industrial e valida a robustez do concreto CarbonX, capaz de resistir a furacões e terremotos, segundo testes internos. Dados sobre o déficit habitacional global somam-se ao potencial: um levantamento da Reuters aponta falta de 3,2 milhões de moradias apenas nos EUA.
“Com desperdício próximo de zero e automação total, a impressão 3D desponta como a maior disrupção construtiva desde o concreto armado”, destaca material técnico da ICON.
O que essa inovação pode fazer com os preços dos imóveis?
Projetos sociais no México já provaram que, quando escalonada, a solução pode derrubar custos de fundação e forma, itens que somam até 30 % do orçamento convencional. No Brasil, onde o setor representa 6 % do PIB e ainda sofre com gargalos de produtividade, a adoção de robótica de canteiro pode aliviar pressões inflacionárias de mão de obra, sobretudo em programas de habitação popular, segundo estimativas do Ministério da Fazenda.
Como isso afeta o seu bolso? Se a tecnologia cruzar a fronteira, empreendimentos podem chegar ao mercado mais rápido e com ticket menor, mexendo no valor de revenda e aluguel. Para acompanhar outras inovações que movimentam o bolso do investidor, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / ICON Technology