Taxas históricas elevam o prêmio real e acendem o alerta para quem busca renda fixa
Tesouro Direto — Na esteira da última reunião do Copom, que reduziu a Selic para 14,50% ao ano, os títulos públicos dispararam e registram os maiores retornos reais em anos, pressionando investidores a agir rapidamente.
- Em resumo: prefixados 2029 e 2032 já pagam até 13,7% ao ano, enquanto IPCA+ 2029 rende IPCA + 7,63%.
Prefixados lideram a corrida por rentabilidade
Com a curva de juros abrindo logo após o anúncio do Banco Central, papéis prefixados de médio prazo saltaram para patamares raros, superando a média observada desde 2016, segundo dados do Banco Central. Especialistas ressaltam que travar essas taxas agora pode blindar a carteira contra um eventual afrouxamento monetário futuro.
“O carrego está alto, os prêmios estão historicamente elevados, mas a marcação a mercado segue volátil”, afirma André Matos, CEO da MA7 Negócios.
IPCA+ garante proteção extra contra inflação persistente
O Relatório Focus ainda projeta inflação de 4,9% em 2026, acima da meta, reforçando a atratividade do IPCA+. Os títulos sem cupons pagam até IPCA + 7,63% (2029), enquanto vencimentos longos, como 2050, mantêm 6,94% reais. Para efeito de comparação, em 2020 esses mesmos papéis ofertavam cerca de IPCA + 3,5%, ilustrando o salto de prêmio disponível hoje.
Como isso afeta o seu bolso? Travar retorno real acima de 7% pode dobrar o poder de compra do capital em pouco mais de dez anos, mesmo sob inflação elevada. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Tesouro Nacional