Calçados ultraleves transformam vitórias em ganhos de mercado
Adidas — Depois de ver dois atletas baixarem a marca de duas horas na Maratona de Londres, a gigante alemã acredita ter encontrado o empurrão que faltava para recuperar terreno perdido para rivais como On e Hoka.
- Em resumo: Mercado de tênis de corrida saltou 13% em 12 meses e já soma US$ 8,1 bi, segundo a Circana.
Maratona vira vitrine bilionária para “supershoes”
O desempenho de Sebastian Sawe (1h59min30s) e Yomif Kejelcha foi impulsionado pelo Adizero Adios Pro Evo 3, modelo de US$ 500 e meros 97 g. A corrida evidenciou um segmento que, só nos EUA, movimenta US$ 8,1 bilhões — avanço de 13% nos 12 meses encerrados em fevereiro, de acordo com dados da Circana citados pela Reuters.
“Isso é prova dos anos de trabalho duro ao lado do nosso time de inovação, que desenvolveu um supershoe que abre uma nova era”, destacou Patrick Nava, gerente-geral de corrida da Adidas.
Disputa por participação acelera até 2030
Os recordes chegam num momento em que o presidente-executivo Bjorn Gulden tenta reduzir a dependência de linhas casuais, apostando em performance para reerguer margens. O desafio é grande: marcas emergentes como On, Hoka e Brooks capturaram corredores recreativos durante a pandemia e seguem crescendo.
Projeções da Euromonitor indicam que o nicho de calçados de performance pode atingir US$ 104 bilhões globalmente até 2030, um salto que pressiona incumbentes a inovar em espumas, placas de carbono e experiência digital. Para investidores, cada pódio representa publicidade gratuita num mercado em franca expansão.
Como isso afeta o seu bolso? Modelos de alto desempenho tendem a encarecer também as versões de entrada; entender o timing de lançamentos pode fazer diferença no consumo. Para mais detalhes sobre tendências de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Adidas