Investidores correm para ativos defensivos em meio à disparada do petróleo
Casa Branca – Às 10h15 (Brasília), a falta de avanços concretos na reunião entre Donald Trump e Xi Jinping alimentou temores inflacionários globais e pressionou o Ibovespa calculado em dólar, que reage à busca por segurança dos investidores.
- Em resumo: Ibovespa em dólar recua; petróleo salta mais de 3% e clima geopolítico volta a ditar o humor dos mercados.
Tensão geopolítica eleva commodities e esfria apetite por risco
No exterior, o barril do Brent supera US$ 108, sinalizando possível repasse nos combustíveis, enquanto o ETF iShares MSCI Brazil (EWZ) cai 1,48% no pré-market, cotado a US$ 36,58, segundo dados compilados pela Reuters.
Estados Unidos e China “concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto”, informou comunicado oficial divulgado por autoridades americanas.
Impacto local: câmbio, bolsa e sua carteira
No último pregão, o Ibovespa subiu 0,72%, a 178.365,86 pontos, mas a virada de humor externo coloca o índice em teste nesta sessão. Já o dólar à vista encerrou a R$ 4,9863, com queda de 0,45%; movimento que pode se inverter se a aversão a risco persistir.
Historicamente, choques de petróleo tendem a pressionar a inflação e reduzir espaço para cortes de juros pelo Banco Central. Em 2022, por exemplo, o Brent acima de US$ 100 levou o Comitê de Política Monetária a manter a taxa Selic em patamar elevado por mais tempo, estratégia que pode voltar ao radar diante do atual patamar de US$ 108,79.
Como isso afeta o seu bolso? Uma nova rodada de alta nos combustíveis encarece frete, alimentos e, em última instância, o custo de vida. Para acompanhar as atualizações do mercado em tempo real, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / MoneyTimes