Nova faixa etária promete aquecer vendas e pressionar planos de saúde
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Ao autorizar recentemente o uso da caneta Mounjaro (tirzepatida) por crianças a partir de 10 anos com diabetes tipo 2, a agência acendeu o alerta para o impacto financeiro desse medicamento de alto custo no orçamento das famílias e no resultado das farmacêuticas.
- Em resumo: mais de 213 mil jovens passam a ser público-alvo de um tratamento que custa acima de R$ 1 mil por dose.
Demanda potencial de 213 mil jovens atrai a indústria
Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes, o país concentra 213 mil adolescentes com a doença. A nova indicação coloca o produto da Eli Lilly em um mercado que, globalmente, já movimenta cerca de US$ 20 bilhões, de acordo com dados compilados pela Reuters. A expansão pode elevar a pressão sobre convênios médicos, que costumam negociar descontos, mas repassam parte dos custos ao consumidor.
“Os pedidos de inclusão de nova faixa etária ou ampliação de indicações terapêuticas estão sujeitos à avaliação regulatória da Anvisa, mediante a apresentação de dados técnico-científicos que demonstrem qualidade, segurança e eficácia para o uso pretendido”, informou a agência no Diário Oficial.
Preço da caneta e efeito no bolso das famílias
Farmácias de grande porte listam a Mounjaro por valores ao redor de R$ 1 000 a R$ 1 200, dependendo da dosagem. Em um regime mensal, isso pode adicionar até R$ 14 mil ao orçamento anual de quem não tem cobertura integral do plano de saúde. Para seguradoras, o novo público elegível implica recalcular provisões de sinistralidade — variável que costuma ser repassada aos prêmios.
Como isso afeta o seu bolso? A eventual inclusão da Mounjaro na cobertura básica pode elevar a mensalidade do convênio ou exigir coparticipação mais alta. Para mais detalhes sobre gestão de custos médicos domésticos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Eli Lilly