Bloco intercontinental abre espaço bilionário para empresas brasileiras
Mercosul e União Europeia – O novo acordo comercial, em vigor desde 1º de março, remove imediatamente a tarifa de importação sobre mais de 5 mil itens brasileiros no mercado europeu, elevando a competitividade e potencial de receita externa do país.
- Em resumo: 80% das vendas do Brasil à UE já entram com tarifa zero a partir de agora.
Indústria lidera ganhos enquanto Europa busca suprimentos
Dos quase 3 mil produtos industrializados beneficiados, máquinas, metalurgia e químicos puxam a fila, segundo a Reuters. Analistas veem demanda adicional por peças mecânicas, bombas industriais e alimentos processados, favorecendo fábricas instaladas no Sul e Sudeste.
“Cerca de 93% dos itens industriais passam a ter acesso livre ao bloco europeu, reduzindo custos e acelerando contratos”, indica nota técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Mercado de 700 milhões de consumidores entra no radar
Com PIB combinado superior a US$ 19 trilhões, a nova zona de livre comércio eleva a participação dos parceiros do Brasil nas importações globais de 9% para potencialmente 37%. Para produtos sensíveis, o corte tarifário será gradual — até 10 anos na UE e até 15 anos no Mercosul — permitindo ajuste sem choque nos preços domésticos.
Como isso afeta o seu bolso? Produtores terão margem maior para investir, enquanto consumidores podem sentir alívio em itens importados que utilizam insumos europeus. Para mais detalhes sobre acordos e indicadores, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Mercosul