Mortes elevam risco sanitário e trazem volatilidade ao turismo de cruzeiros
Organização Mundial da Saúde (OMS) – Em cooperação com autoridades espanholas, a entidade coordena desde domingo, 10, a retirada dos cerca de 150 ocupantes do cruzeiro Hondius no porto de Granadilla, em Tenerife, após um surto de hantavírus que resultou em três mortes. A operação, com conclusão prevista para a segunda-feira, 11, reacende o debate sobre protocolos de saúde a bordo e já repercute no mercado.
- Em resumo: o episódio pressiona as ações de companhias de cruzeiro e eleva o prêmio de risco no segmento de turismo marítimo.
Tensão sanitária derruba valor de mercado das operadoras
Investidores reagiram de imediato: papéis de grandes linhas de cruzeiro listadas em Nova York recuaram até 2% no pré-mercado, segundo levantamento da Reuters, refletindo o receio de cancelamentos de rotas no curto prazo e custos adicionais com quarentenas.
A evacuação deve ser concluída na segunda-feira, 11, segundo informações da agência AFP.
Histórico de surtos expõe riscos ao fluxo de caixa
Desde a pandemia de 2020, o setor já convive com prêmios de seguro mais altos e protocolos sanitários rígidos. A presença do hantavírus – transmitido por roedores – reforça a necessidade de contingência, que costuma encarecer a operação e reduzir margens. No balanço mais recente, o custo operacional de companhias do ramo subiu em média 15% frente a 2019, impactando diretamente o Ebitda.
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Crédito da imagem: Divulgação / AFP