Do petróleo ao varejo, quem pode surpreender nos relatórios do 1T26
B3 – Entre 4 e 8 de maio, a bolsa brasileira concentra a divulgação de 83 balanços do primeiro trimestre, com Itaú (ITUB4), Prio (PRIO3) e Minerva Foods (BEEF3) no centro das atenções. A maratona de números promete volatilidade extra para carteiras individuais e para os principais índices.
- Em resumo: Itaú deve mostrar resiliência em crédito, enquanto Prio surfa a alta do Brent e Minerva aposta no apetite chinês.
O que esperar de Itaú, Prio e Minerva segundo as casas de análise
Relatórios preliminares apontam que o mercado monitora margens e inadimplência nos bancos, produção nos players de petróleo e exportações nos frigoríficos.
“A estrutura de capital do Itaú continua entre as mais bem posicionadas para os desafios do 1T26”, aponta o Safra. Já o BTG Pactual prevê Ebitda ajustado perto de US$ 830 milhões para a Prio e R$ 1,1 bilhão para a Minerva, alta de 15% sobre o mesmo período de 2025.
Maratona de balanços: efeito dominó para setores estratégicos
Além dos três destaques, a semana traz Bradesco, Ambev, Klabin, Magazine Luiza e Embraer. Historicamente, picos de divulgação concentrada ampliam o volume negociado na B3 e podem reforçar movimentos de rotação setorial – especialmente quando bancos e commodities apresentam números acima ou abaixo do consenso.
No pano de fundo, o Banco Central mantém a Selic em patamar restritivo, o que pressiona custos financeiros e tende a diferenciar empresas com caixa robusto das mais endividadas. Já o câmbio ainda acima de R$ 5 favorece exportadoras, caso de Minerva e Klabin, mas encarece insumos para varejistas e construtoras.
Como isso afeta o seu bolso? Resultados acima do esperado costumam destravar valor imediato nas ações, mas surpresas negativas podem provocar quedas abruptas. Para entender como equilibrar risco e retorno em semanas de alta volatilidade, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3