Varejo nacional e agenda do BC ganham peso nas projeções de hoje
Banco Central do Brasil – Na manhã desta quarta-feira (13), o humor global melhora graças à escalada das ações de tecnologia em Nova York, enquanto o dólar ganha leve fôlego e os Treasuries mantêm estabilidade, desenhando um cenário de alívio temporário para a curva futura de juros no Brasil.
- Em resumo: Nasdaq puxa ganhos, petróleo fica estável e varejo brasileiro pode redefinir apostas na Selic.
Tech lidera nos EUA, mas mercado monitora PPI e dólar firme
Contratos futuros do Nasdaq negociam em alta moderada, refletindo o apetite renovado por empresas de software e semicondutores, enquanto investidores aguardam o Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos, dado que mede pressões inflacionárias na porta de fábrica. Segundo a Reuters, o dado é crucial para calibrar expectativas de política monetária do Federal Reserve.
“Os mercados internacionais iniciam o dia com viés positivo moderado, sustentados pelo avanço das ações do setor de tecnologia.”
Petróleo estaciona e minério sobe; impacto direto na inflação brasileira
Depois de uma sequência de valorizações, o barril de Brent opera estável, movimento que, combinado ao minério de ferro em Dalian (+0,31%, a US$ 120,70), cria ambiente menos pressionado para custos industriais. Historicamente, cada variação de 10% no Brent tende a adicionar cerca de 0,1 ponto percentual ao IPCA, segundo cálculos do Banco Central.
No âmbito local, a divulgação das vendas do varejo, prevista para hoje, ganha protagonismo. O número servirá de termômetro para o consumo num momento em que analistas reavaliam se o ciclo de cortes da Selic pode acelerar. Paralelamente, ADRs da JBS recuam perto de 2% no pré-mercado, indicando seletividade entre papéis ligados a commodities agrícolas.
Como isso afeta o seu bolso? Um dólar mais forte e petróleo estável tendem a segurar a inflação em curto prazo, mas qualquer surpresa no varejo pode mexer na taxa de juros que define o custo dos seus financiamentos. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Estadão