Privatização acirra disputa e pode liberar novo prêmio ao acionista
Copasa (CSMG3) divulgou, na última sexta-feira (8), lucro líquido de R$ 368,1 milhões no 1T26 — retração de 14% — enquanto o processo de privatização entra na reta final, fator que, segundo bancos de investimento, pode reprecificar as ações em breve.
- Em resumo: queda no lucro veio acompanhada de recuo de 3,2% no Ebitda, mas a tese de venda de controle segue no radar dos grandes players.
Resultado pressionado, mas tese de valuation ganha força
O aumento das despesas financeiras e a leve alta da alavancagem (dívida líquida/Ebitda passou para 2,4x) explicam a contração dos ganhos, mostram dados da Reuters. Ainda assim, BTG Pactual, Itaú BBA e XP mantêm recomendação de compra, sustentados pelo fluxo de caixa previsível e pelo gatilho societário.
“A história continua sendo guiada pelo processo de privatização”, destaca relatório do Itaú BBA, citando a inclusão de contratos de esgoto nos acordos legados de água.
O que está por trás do “potencial escondido”
Além da TIR real de 9,6% calculada pela XP, analistas lembram que a Lei 14.026/2020 impõe metas de universalização de água e esgoto até 2033, o que abre espaço para expansão em municípios adjacentes. A empresa já registra avanço de 3,2% na receita líquida — R$ 2,1 bilhões — impulsionada pelo reajuste tarifário médio de 6,56% aplicado em janeiro.
Como isso afeta o seu bolso? Um controlador privado tende a buscar maior eficiência, o que costuma elevar margens e dividendos. A Copasa, hoje, já distribui payout robusto; um upside operacional poderia transformar CSMG3 em uma das pagadoras mais generosas do setor. Para acompanhar as próximas etapas da operação, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Copasa