Tensão externa e balanços locais elevam a cautela dos investidores
B3 – Na sessão desta sexta-feira (24/04), o Ibovespa deslizou novamente, encostando na barreira dos 191 mil pontos e reforçando a aversão ao risco que já vinha das praças globais. O movimento joga luz sobre o custo de captação das empresas e o poder de compra de quem investe em renda variável.
- Em resumo: índice flerta com suporte de 191 mil pontos, dólar oscila na casa de R$ 5,00 e a curva de juros futuros recua levemente.
Juros cedem, mas fluxo estrangeiro continua tímido
A despeito da queda do índice, as taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) mostraram alívio de até 10 pontos-base nos vértices longos, refletindo a expectativa de um possível novo corte de 25 pb na Selic na próxima reunião do Copom. Segundo sondagem compilada pela Reuters, 31 de 35 economistas já precificam esse cenário.
“O déficit em conta corrente aumentou novamente, ainda que marginalmente, refletindo a desaceleração da balança comercial em março”, avaliou relatório do Itaú BBA citado pelo Banco Central.
Por que os 191 mil pontos importam para sua carteira
A região de 191 mil representa o piso técnico testado em março, período em que o petróleo também superou US$ 100 e pressionou custos globais. Se rompido, analistas projetam espaço para o índice buscar os 188 mil pontos, patamar que serviu de piso no fim de 2025. Historicamente, cada queda de 1% no Ibovespa retira cerca de R$ 70 bilhões em valor de mercado das companhias listadas, impactando dividendos futuros e preços de novas emissões.
Como isso afeta o seu bolso? A perda definitiva desse suporte tende a encarecer proteções cambiais e a aumentar a volatilidade de small caps. Você acredita que o índice segura essa marca ou veremos novas mínimas? Para acompanhar a cobertura completa, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3