Segurança reforçada pressiona fintechs e pode mudar seu uso diário do Pix
Banco Central – O órgão monetário anunciou recentemente um teto de R$ 15 mil por transação para instituições em processo de credenciamento, medida que já atinge 79 empresas e promete impactar diretamente a rotina de pagamentos de clientes corporativos.
- Em resumo: fintech que ainda não recebeu autorização plena do BC não poderá movimentar mais de R$ 15 mil via Pix ou TED por operação.
Por que o BC apertou o cerco agora?
A autoridade monetária vem elevando a régua de segurança depois de sucessivos recordes de uso do Pix. De acordo com dados públicos do Banco Central, o sistema registrou mais de 5 bilhões de transações no primeiro trimestre, volume que expõe vulnerabilidades nas camadas de prevenção a fraudes.
“O limite de R$ 15 mil aplica-se a operações realizadas por empresas conectadas à RSFN por meio de provedores ainda em fase de credenciamento junto ao Banco Central”, destaca a nova norma.
Impacto econômico e histórico da regulação
Desde a estreia do Pix em 2020, o BC adota a estratégia de “testes controlados” para novas participantes. O capital social exigido já subiu três vezes nesse período, acompanhando o avanço das fintechs e o maior apetite de golpistas digitais. Agora, além do teto operacional, as instituições terão de comprovar patrimônio líquido robusto, governança aprimorada e relatórios anuais de risco – requisitos semelhantes aos impostos aos bancos tradicionais desde 2017.
No curto prazo, empresas que dependem de provedores em credenciamento podem sofrer gargalos de caixa ao fazer pagamentos a fornecedores ou folhas salariais acima do novo teto. Consumidores, por sua vez, ganham uma camada extra de rastreabilidade, mas devem redobrar a checagem da autorização da instituição antes de inserir dados sensíveis.
Como isso afeta o seu bolso? Caso sua empresa utilize um intermediário ainda não homologado, transações acima de R$ 15 mil precisarão ser fracionadas ou migrar para um banco já autorizado. Para acompanhar outras mudanças no sistema de pagamentos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central