Oferta enxuta e brilho raro aumentam a disputa por gemas de coleção
Gemological Institute of America (GIA) – Recentemente, a instituição confirmou a forte fosforescência da kunzita, cristal rosa que segue emitindo luz após exposição a raios UV. A exclusividade visual tem elevado prêmios em leilões internacionais e acendido o alerta de quem monitora a cotação do lítio, elemento-chave tanto para a joalheria quanto para baterias de carros elétricos.
- Em resumo: Escassez da gema e demanda industrial por lítio colocam a kunzita no radar de investidores em commodities e peças de luxo.
Escassez e leilões: como o colecionismo turbina o preço
Grandes jazidas ativas concentram-se em Afeganistão, Paquistão e Minas Gerais, mas o volume lapidável é limitado. Em pregões de Nova York e Hong Kong, lotes com intenso pleocroísmo já superam estimativas iniciais, segundo levantamento da Reuters.
“A cor rosa pastel pode desbotar sob luz direta, razão pela qual a kunzita é apelidada de ‘Pedra do Anoitecer’ e valorizada para uso noturno”, aponta o relatório técnico do GIA.
Da vitrine ao carro elétrico: o elo invisível com a corrida do lítio
O espodumênio – mineral-base da kunzita – possui fórmula LiAlSi2O6 e figura entre as fontes mais ricas de lítio no planeta. Enquanto o cristal gema atinge 6,5 a 7,0 na escala Mohs, o lítio extraído de seus primos incolores abastece baterias de smartphones e veículos elétricos. Com a procura global por eletrificação, qualquer restrição de oferta mineral repercute nas duas pontas: pedras preciosas e cadeia de energia.
Como isso afeta o seu bolso? Alta concorrência por matéria-prima pode repassar custos à joalheria de luxo e às ações de empresas mineradoras. Para acompanhar análises sobre commodities e metais estratégicos, acesse nossa editoria especializada.
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