Escalada do querosene pressiona tarifas e força cortes de rotas
Paytrack – A plataforma de gestão de viagens corporativas detectou que, no primeiro trimestre de 2026, o ticket médio das passagens aéreas para negócios saltou 15%, revertendo a queda de um ano atrás e colocando o planejamento de despesas das empresas sob forte pressão.
- Em resumo: Alta de 50% no querosene de aviação já encarece tarifas e levou à suspensão de mais de 2 mil voos programados para maio.
Combustível mais caro e voos cancelados elevam incerteza
A variação do preço do barril de petróleo, somada ao reajuste de 54% no querosene apenas em abril, elevou a fatia do combustível a até 40% dos custos operacionais das companhias aéreas. Segundo levantamento da Paytrack, as tarifas saltaram 27% entre o fim de fevereiro e o fim de março, patamar muito superior à variação de 3% vista em 2025. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil confirmam que mais de 2 mil voos foram retirados da malha de maio para conter custos.
“O combustível pesa de 30% a 40% no caixa das aéreas; quando o querosene dispara, o reajuste chega rapidamente às empresas”, explica Pedro Góes, CEO da Paytrack.
Ferramentas de dados viram aliadas do gestor financeiro
Diante da volatilidade, companhias estão revendo critérios de aprovação de viagens, ampliando antecedência de compra e utilizando soluções de price tracking que cruzam histórico de 60 dias com projeções de 30 dias. A iniciativa busca devolver previsibilidade ao orçamento num momento em que o Banco Central ainda sinaliza incertezas sobre a trajetória da inflação de serviços e o dólar oscila próximo aos maiores níveis desde 2023.
Como isso afeta o seu bolso? Se sua empresa depende de deslocamentos frequentes, cada dia de atraso na emissão do bilhete pode significar dois dígitos de diferença no custo final. Para mais detalhes sobre gestão de gastos em tempos de inflação aérea, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Paytrack