Faixa maior de isenção mexe na alíquota efetiva e pode aliviar o desconto na folha
Receita Federal – A autarquia ajustou recentemente a tabela do Imposto de Renda 2026, elevando a faixa de isenção para R$ 2.428,80 e redesenhando o quanto cada trabalhador contribui ao Fisco mês a mês.
- Em resumo: quem ganha até R$ 2.428,80 segue totalmente isento; acima disso, a tributação é progressiva e pode chegar a 27,5%.
Como funciona a progressão e por que a “mordida” varia
A tabela continua dividida em cinco faixas. O modelo progressivo faz com que cada pedaço do salário seja tributado em uma alíquota diferente, evitando saltos bruscos. Segundo dados oficiais da Receita Federal, apenas a parcela que ultrapassa cada limite é taxada, reduzindo a alíquota efetiva para boa parte dos contribuintes.
Para rendimentos tributáveis de R$ 4.000, a alíquota nominal é de 15%, mas a efetiva cai para 2,86% após os descontos previstos na tabela de 2026.
Inflação corrói a tabela e empurra salários para faixas maiores
Apesar do reajuste, especialistas lembram que as correções não acompanham integralmente o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 10 anos, o IPCA acumulou mais de 70%, enquanto a faixa de isenção subiu bem menos, empurrando trabalhadores para alíquotas mais altas sem ganho real de poder de compra. A série histórica do IBGE mostra que a inflação média anual ficou próxima de 6% na última década.
Como isso afeta o seu bolso? Reajustes salariais que apenas repõem a inflação podem colocá-lo numa faixa superior, elevando o imposto mesmo sem aumento real de renda. Para mais detalhes sobre planejamento tributário, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal