Como os veteranos dos FIIs dominam o jogo da renda passiva
B3 – Dados recém-divulgados mostram que investidores com mais de 60 anos, embora representem apenas 8,6% dos cotistas, concentram 37% de todo o patrimônio aplicado em fundos imobiliários, um recorte que reacende o debate sobre quem realmente dita o ritmo da renda passiva no país.
- Em resumo: cada investidor 60+ mantém aporte mediano de R$ 67 mil, contra R$ 3,9 mil das demais faixas.
Ticket médio dispara entre veteranos
O salto nos aportes dos mais velhos ocorreu no mesmo período em que a base total de cotistas quase dobrou, segundo levantamento da B3. Enquanto a geração 25-39 anos domina em número, o capital pesado continua com quem já passou da faixa dos 60.
“O mercado está muito mais pulverizado, mas o desafio agora é avançar na inclusão financeira qualificada”, destaca Felipe Paiva, diretor da B3.
Base de cotistas cresce, mas tíquete médio encolhe
De 2019 para cá, o universo de investidores em FIIs saltou de 1,6 milhão para 3,18 milhões. Contudo, o tíquete médio geral desabou de R$ 14,5 mil para R$ 3,9 mil, reflexo da entrada de novos participantes com menor poder de fogo. Esse movimento ocorre em paralelo à trajetória da taxa Selic, atualmente em 10,50% ao ano, que mantém a atratividade dos FIIs pela combinação de renda mensal isenta de IR e potencial de valorização imobiliária, conforme dados do Banco Central.
No recorte de gênero, as mulheres são 26% da base, porém investem, em média, R$ 5,3 mil — R$ 1,8 mil a mais que os homens. Regionalmente, o Sudeste responde por 60% dos cotistas e por mais de R$ 113 bilhões em patrimônio, evidenciando a concentração de renda financeira na região.
Como isso afeta o seu bolso? Se a renda passiva faz parte do seu plano de independência financeira, entender para onde vai o dinheiro da faixa 60+ ajuda a calibrar expectativas de retorno e risco. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images