Redução de alavancagem abre espaço para expansão acelerada e foco em medicamentos de alto giro
Pague Menos (PGMN3) — Depois de reduzir a alavancagem para 1,9 vez o Ebitda, a rede cearense anunciou, em entrevista transmitida pela Band, que o “boom” dos remédios GLP-1 deve financiar a próxima etapa de crescimento da companhia.
- Em resumo: vendas de GLP-1 já superam 9% do faturamento e sustentam plano de novas lojas sem voltar a endividar o balanço.
GLP-1: a “droga do século” que muda o jogo de receita
A categoria de análogos de GLP-1, grupo que inclui o popular Ozempic, saltou de participação zero para 9% das vendas em apenas quatro anos. Segundo o CEO Jonas Marques, o avanço ainda está no início e deve ganhar tração quando os genéricos forem liberados. Estimativas apontam que esse movimento pode dobrar o mercado brasileiro, de acordo com projeção publicada pela Reuters.
“Sem dúvida, o GLP-1 é a droga do século. É o primeiro medicamento que atua direto na compulsão alimentar”, enfatizou o executivo.
Turnaround, logística e o cliente de cuidado contínuo
O capital liberado pela desalavancagem — indicador caiu de 3,1x para 1,9x — será aplicado na abertura gradual de unidades: 52 lojas em 2025 e ritmo semelhante em 2026. Para sustentar a malha no Norte e Nordeste, a empresa inaugurou um centro de distribuição na Paraíba, seu décimo CD.
Além das lojas, a estratégia se ancora no Cliente de Cuidado Contínuo (CCC), público de mais de 6,3 milhões de usuários que compra medicamentos periodicamente, garantindo previsibilidade de caixa. A população brasileira envelhece e a prevalência de doenças metabólicas cresce: segundo o Ministério da Saúde, a taxa de obesidade passou de 11,8% para 22,4% em 15 anos, o que reforça a demanda por terapias de longo prazo.
Como isso afeta o seu bolso? Se a aposta em GLP-1 e logística enxuta se confirmar, o fluxo de caixa da rede tende a melhorar e o papel PGMN3 ganha atratividade, mexendo com as carteiras de quem acompanha o varejo farmacêutico. Para mais análises sobre movimentos corporativos e seus reflexos no mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Pague Menos