Nova rota de dinheiro pode encurtar prazos e cortar tarifas na fronteira
Banco Central do Brasil – Em meio ao avanço do comércio entre Brasil e Paraguai, uma fintech trabalha para ligar o Pix ao sistema bancário paraguaio, criando liquidez quase instantânea para lojistas e prestadores de serviço de ambos os lados da fronteira, segundo informações divulgadas recentemente.
- Em resumo: solução promete liquidação em segundos e custos menores que as atuais ordens de pagamento transfronteiriças.
Modelo usa câmbio automático para zerar burocracia
A arquitetura proposta combina contas de liquidação em real e guarani, disparando ordens simultâneas que convertem a moeda no ato da transferência. Segundo dados do Banco Central, o Pix doméstico já movimenta centenas de bilhões ao mês; a meta da empresa é replicar essa agilidade em operações internacionais de baixo valor.
“O fluxo de dinheiro cresce mais rápido do que a infraestrutura financeira”, destaca a apresentação da startup ao mercado.
Fronteira bilionária e o efeito na competitividade
O corredor comercial entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este concentra milhares de microempresas que hoje dependem de casas de câmbio ou cartões internacionais com tarifas que passam de 5% por operação. A digitalização das remessas pode reduzir esse spread, melhorando o capital de giro e a precificação de produtos importados.
A iniciativa também se alinha ao movimento de integração regional: desde 2022, autoridades discutem um protocolo de pagamentos que una os bancos centrais do Mercosul, inspirado em soluções já adotadas por Europa e Ásia.
Como isso afeta o seu bolso? Menos taxa na remessa significa mais margem para comerciantes — e preços potencialmente mais baixos ao consumidor. Para mais detalhes sobre inovação financeira na região, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Exame