Parceria com instituto alemão pode enxugar custos e elevar margens
Embraer — A fabricante brasileira de aeronaves anunciou, em 29 de novembro, a assinatura de um Memorando de Entendimento com o Fraunhofer Institute for Production Systems and Design Technology IPK, mirando a adoção intensa de Indústria 4.0 e analytics para produção.
- Em resumo: uso de big data e automação promete reduzir gargalos e impulsionar produtividade.
Dados em tempo real entram na linha de montagem
O acordo prevê estudos conjuntos, intercâmbio de especialistas e projetos-piloto capazes de transformar cada fase da cadeia fabril em um hub de informações. Segundo a Reuters, companhias que digitalizam o chão de fábrica chegam a cortar até 25% dos custos operacionais.
“Buscamos aumentar a eficiência das operações, promover crescimento sustentável e avançar no desenvolvimento de aeronaves cada vez mais tecnológicas”, destacou Luis Marinho, vice-presidente executivo de Operações da Embraer.
Por que o movimento importa para o investidor
Em 2022, despesas industriais representaram cerca de 35% das receitas da Embraer. Cada ponto percentual de otimização pode liberar milhões de dólares para caixa ou P&D, reforçando a competitividade frente a rivais globais. A Indústria 4.0 — conceito cunhado na Alemanha em 2011 — combina Internet das Coisas, inteligência artificial e manufatura aditiva para monitorar máquinas em tempo real, antecipar falhas e ajustar ritmos de produção.
Como isso afeta o seu bolso? Margens mais altas tendem a refletir em lucros e eventual valorização das ações EMBR3. Para mais detalhes sobre transformações tecnológicas nas empresas listadas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Embraer