Insegurança institucional reacende cautela entre investidores
Senado Federal — Na última quarta-feira (29), a Casa rejeitou, por 42 votos a 34, a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), um passo que aumenta o ruído político e acende a luz vermelha sobre o custo do capital no Brasil.
- Em resumo: a negativa, a uma só vez, eleva o risco jurídico percebido e pode encarecer captações de empresas listadas.
Por que o julgamento de nomes ao STF mexe com a curva de juros?
A composição do Supremo define o rumo de temas bilionários, de desonerações a royalties. Quando uma cadeira fica vaga por mais tempo, a leitura dominante é de delay em decisões que travam investimentos. Segundo levantamento da Reuters, cada ponto extra de incerteza institucional adiciona até 15 pontos-base à taxa dos contratos de DI longo.
Celso de Mello classificou a recusa como “grave e injustificável”, alertando para as consequências sobre a estabilidade dos Poderes.
Histórico mostra volatilidade nas ações em casos similares
Em 2015, quando a sabatina de outro ministro atrasou 45 dias, o Ibovespa recuou 3,7% no período e o CDS de cinco anos saltou 12%. O comportamento é parecido porque o investidor precifica o risco de decisões judiciais pendentes em temas como reforma tributária e marco temporal. Para bancos e seguradoras, qualquer mudança no STF pode alterar provisões bilionárias — o que tende a refletir no preço das ações.
Como isso afeta o seu bolso? Maior percepção de risco costuma pressionar o dólar e os juros, o que encarece crédito, viagens e financiamentos. Para acompanhar outras análises sobre a relação entre política e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Senado Federal