Agronegócio e consumo das famílias entram no radar de risco
Banco do Brasil – Durante a divulgação dos resultados do 1º trimestre, a instituição alertou que a inadimplência deve acelerar entre abril e junho de 2026, puxada principalmente pelo cartão de crédito e por um clima de maior cautela no agronegócio.
- Em resumo: BB projeta aumento de calotes no 2º tri, com o plástico respondendo pela maior fatia da deterioração.
Cartões concentram a pressão de curto prazo
Dados do Banco Central mostram que a taxa de atraso acima de 90 dias em operações de cartão já vinha subindo no sistema financeiro. Para o BB, essa tendência deve ganhar força no próximo trimestre, quando parte das faturas parceladas no primeiro semestre começar a vencer em meio a renda disponível menor.
“A inadimplência de clientes do Banco do Brasil deve ganhar pressão adicional no 2° trimestre de 2026, principalmente por causa do cartão de crédito”, afirmaram executivos na coletiva.
Selic alta e custo do dinheiro fecham o cerco ao consumidor
Com a taxa Selic ainda em patamar de dois dígitos, o custo rotativo do cartão permanece o mais elevado entre as linhas de crédito, acima de 400% ao ano, segundo a última radiografia do mercado. Historicamente, cada ponto percentual extra de juros comprime a renda das famílias e eleva a probabilidade de atraso, como já ocorreu em ciclos passados de aperto monetário.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco do Brasil