Decisão sinaliza novo estresse na cadeia global de petroquímicos
Calbee – maior fabricante japonês de batatas chips – informou recentemente que 14 de seus produtos chegarão às gôndolas apenas em preto e branco a partir de 25 de maio, reflexo direto da falta de tintas provocada pela escassez de nafta. O movimento já derrubou as ações da companhia em 1,7% e reacendeu o debate sobre repasse de custos ao consumidor.
- Em resumo: ausência de pigmentos encarece insumos e ameaça margens de todo o setor de alimentos embalados.
Pressão da cadeia petroquímica atinge embalagens
A nafta, derivado do petróleo usado em tintas e plásticos, tornou-se artigo de luxo depois que o Irã restringiu o Estreito de Hormuz, rota de 20% do comércio global de petróleo, segundo levantamento da Reuters. No Japão, 40% do insumo vem justamente do Oriente Médio.
“O redesenho busca preservar recursos e manter a produção operando”, explicou Shinichi Takei, diretor da Associação Japonesa de Fabricantes de Tintas.
Por que o preto e branco pode pesar no seu bolso
Historicamente, choques de nafta costumam contaminar a inflação de bens de consumo em até três meses, mostraram séries do Banco Central japonês na crise de 2020. Se o gargalo persistir, marcas menores podem reduzir gramatura de pacotes ou elevar preços – prática já vista na indústria brasileira durante picos de petróleo.
Como isso afeta o seu bolso? Custos de embalagem representam até 10% do preço final de snacks; qualquer alta nessa linha tende a ser repassada. Para acompanhar novos desdobramentos sobre cadeias de suprimentos e preços, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Calbee