Pesquisa Anbima aponta 5.063 interações por publicação focada em orçamento
Anbima – A 10ª edição do estudo Finfluence mostra que, em meio ao maior nível de endividamento familiar já registrado, o conteúdo de finanças pessoais se tornou campeão de engajamento nas redes sociais no 2º semestre de 2025.
- Em resumo: Posts sobre cartão, gastos e planejamento renderam média de 5.063 interações cada.
Dívida em alta empurra público para dicas práticas
Com um terço dos brasileiros gastando mais do que ganha e 29% em atraso, segundo a Anbima, cresce a procura por orientações que cabem no cotidiano. A tendência acompanha os dados do Banco Central que confirmam o avanço do crédito rotativo e o peso dos juros no orçamento das famílias.
“A audiência respondeu mais ao conteúdo aplicável do que à simples menção a ativos; quando o material mostra como afeta a vida real, ganha força”, destaca Amanda Brum, diretora de Marketing da Anbima.
Por que tutoriais superam debates sobre ativos
Os creators intensificaram em 9,7% as postagens macroeconômicas, mas o público clicou mesmo em vídeos que traduzem PIB, inflação ou Selic em ações concretas: cortar o limite do cartão, renegociar parcelas ou definir metas de reserva de emergência.
Historicamente, movimentos semelhantes ocorreram em 2016, quando o desemprego bateu 12% e canais de educação financeira dispararam no YouTube. Desde então, plataformas como Instagram e TikTok ganharam espaço, e hoje 35% dos entrevistados citam o YouTube como principal fonte de orientação, seguido de 27% no Instagram — números que reforçam o caráter quase “educacional” das redes.
Como isso afeta o seu bolso? Se creators adaptam o discurso para aliviar dívidas, a tendência é influenciar diretamente escolhas de crédito e consumo. Para mais detalhes sobre controle financeiro e estratégias de quitação, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Pixabay / Firmbee