Queda de margem pressiona produtores e pode reverberar nos preços dos alimentos
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – Dados recentes mostram que, apesar de a soja ainda gerar lucro, o ganho líquido por hectare já não cobre a escalada de custos operacionais, fertilizantes e juros, cenário que coloca em xeque o caixa de milhares de fazendas brasileiras.
- Em resumo: Margem do sojicultor despencou ao patamar mais baixo desde 2004, mesmo com recorde de produção.
Custos disparam enquanto a cotação recua
O valor da saca cedeu perto de 20% desde o pico de 2022, segundo levantamento da Reuters, enquanto adubos e defensivos subiram acima da inflação no mesmo período. A conta não fecha: muitos produtores recorrem a crédito mais caro para rolar dívidas passadas.
“Plantar soja no Brasil ainda dá lucro — mas só isso já não é suficiente para manter muitos produtores de pé.”
Dívida crescente e risco para a próxima safra
Estimativas da Conab indicam que o endividamento médio do setor já ultrapassa 35% da receita anual, nível que pressiona o acesso a novos financiamentos rurais. Historicamente, margens comprimidas levaram ao corte de investimentos em tecnologia e menor uso de insumos, o que pode reduzir produtividade na semeadura que começa em 1º de julho.
Como isso afeta o seu bolso? Menor investimento no campo tende a limitar oferta futura e, em última instância, pesar no preço de alimentos derivados de soja. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Exame