Selic alta e custo agrícola em ascensão elevam a tensão
Comitê de Política Monetária (Copom) – Após o último corte moderado na taxa Selic, o Banco Central sinalizou juros elevados por mais tempo, o que encarece o crédito e expõe Fiagros e FIIs de papel a um ambiente mais hostil de inadimplência.
- Em resumo: juros altos e inflação comprimem margens no agronegócio e no mercado imobiliário, elevando o risco de calote nos recebíveis que lastreiam Fiagros e fundos de papel.
Pressão de custos: do campo aos contratos de recebíveis
Produtores agrícolas sentem o peso da disparada de diesel e fertilizantes, enquanto a receita com soja, milho e trigo segue lateralizada. Segundo dados da Reuters, o petróleo subiu mais de 70 % desde o bloqueio do Estreito de Ormuz, encarecendo toda a cadeia.
O custo financeiro alto, aliado à originação de crédito mais restrita, já provoca aumentos pontuais de inadimplência em linhas ligadas ao agronegócio e ao mercado imobiliário.
Onde o investidor encontra margem de segurança agora?
Especialistas recomendam foco em operações high grade. O dividend yield médio desses fundos gira em torno de 12,3 % ao ano, apenas 220 pontos-base abaixo dos veículos high yield, mas com risco de crédito bem menor. A correção monetária embutida nos contratos indexados ao IPCA ainda serve de almofada caso a inflação volte a acelerar.
Para o setor imobiliário, os CRIs residenciais ligados ao Minha Casa Minha Vida mantêm estruturas robustas de garantias, enquanto projetos de média e alta renda começam a registrar queda na velocidade de vendas. A combinação de estoques maiores e INCC pressionando custos exige monitoramento cirúrgico das carteiras.
Como isso afeta o seu bolso? Uma carteira exposta a Fiagros ou FIIs mais arriscados pode ver a distribuição de rendimentos oscilar e, em cenários extremos, sofrer amortizações não programadas. Para mais detalhes sobre gestão de risco em investimentos alternativos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Seu Dinheiro