Bloqueio de smartphones ganha força para reduzir vazamentos e elevar produtividade
ID.me – A empresa de verificação digital adotou, há três anos, bolsas magnetizadas que impedem o uso de celulares durante o expediente, movimento que agora se espalha por escritórios norte-americanos e pressiona empresas brasileiras a rever políticas internas.
- Em resumo: cada hora de distração evitada pode significar economia de até US$ 35 em custo de mão de obra, segundo consultorias de RH.
Por que selar o celular pode valer dinheiro para a empresa
Estudos citados pelo Financial Times indicam que setores operacionais perdem, em média, 2,5 horas por semana com notificações não relacionadas ao trabalho — tempo que vira despesa direta na folha de pagamento.
“As organizações percebem que uma política de ‘não usar’ não cria ambiente livre de telefones; a vedação física cria”, afirma Graham Dugoni, CEO da Yondr.
Legislação brasileira: limites do poder diretivo
No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho não trata do tema, mas o empregador pode restringir dispositivos com base no poder diretivo, desde que respeite privacidade e razoabilidade. Advogados trabalhistas lembram que a regra precisa constar em contrato ou regulamento interno, detalhando exceções para emergências.
Historicamente, empresas que lidam com dados sensíveis — como bancos e fintechs — já restringem câmeras e gravações em áreas críticas. A novidade, porém, é estender o bloqueio a todo o escritório, buscando ganhos de produtividade semelhantes aos observados nos EUA. Segundo a consultoria Gartner, cada ponto percentual de aumento de foco pode elevar o Ebitda em até 0,7 ponto em setores intensivos em capital humano.
Como isso afeta o seu bolso? Se a política se disseminar, bônus atrelados a metas de eficiência podem crescer, mas o funcionário também pode ser punido por violar o bloqueio. Para acompanhar outras mudanças no mercado de trabalho, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / San Francisco Chronicle via AP