Margens em alta, dívida pressionada: o que realmente importa no balanço
Motiva (MOTV3) – A companhia divulgou recentemente o desempenho do 1º tri de 2026, misturando avanço operacional e aperto financeiro, movimentando o radar de quem acompanha concessões de infraestrutura na B3.
- Em resumo: lucro ajustado de R$ 627 mi (+16,3%) e preço-alvo mantido em R$ 17,50 pelo BB-BI.
Rodovias sustentam o crescimento, mas CDI corrói resultado financeiro
Segundo relatório do BB Investimentos, o braço rodoviário continua puxando as receitas graças ao maior tráfego e aos reajustes tarifários. Esse motor ajudou o EBITDA a atingir R$ 2,24 bi, alta de 9,3%. Já o segmento de trilhos sentiu a redução nas receitas de mitigação, enquanto a conta de juros subiu com o CDI acima de 13% ao ano, conforme dados do Banco Central.
“O aumento das despesas financeiras limitou a expansão do lucro, apesar da melhora de 2,2 p.p. na margem”, destaca o analista Luan Calimério no relatório do banco estatal.
Maturação de concessões e cenário macro: onde está o risco?
Historicamente, papéis de infraestrutura exibem fluxo de caixa estável, mas são sensíveis a juros. A última vez que a Selic ficou acima de dois dígitos por mais de 12 meses foi em 2016; agora, o ciclo de cortes começou, mas ainda em ritmo gradual. Enquanto isso, a Motiva continua a reestruturar o portfólio e a implantar o free flow, modelo que pode elevar receitas sem onerar usuários com paradas em pedágio.
Como isso afeta o seu bolso? Se a Selic cair mais rápido, o custo da dívida diminui e o lucro tende a acelerar, potencializando o preço-alvo de R$ 17,50. Para mais análises sobre infraestrutura e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Motiva