Quais sinais de Wall Street podem mexer no preço das ações brasileiras?
B3 – Durante o feriado que interrompeu as negociações locais, os investidores viraram os olhos para Wall Street. O S&P 500 subiu 0,29%, aos 7.230,12 pontos, e o Nasdaq avançou 0,89%, a 25.114,44 pontos, renovando máximas históricas e deixando pistas sobre o humor que pode dominar a reabertura do mercado brasileiro.
- Em resumo: tecnologia empurrou os índices americanos a novos topos, enquanto o petróleo em baixa derrubou o Dow Jones (-0,31%).
Apple lidera ganhos; petróleo pesa sobre Dow Jones
A gigante Apple valorizou 3,28% após um balanço robusto, fazendo contraponto às quedas de ExxonMobil e Chevron, pressionadas pela retração do barril. Números fortes da Atlassian (+29,58%) e o tombo de 18% da Roblox ilustraram o vai-e-vem setorial. Segundo dados da Reuters, o fluxo de lucros continua sustentando o apetite por risco, mesmo diante de tensões geopolíticas.
“O S&P 500 avançou 0,29% e o Nasdaq ganhou 0,89%, ambos registrando recordes de máxima intraday e de fechamento.”
Por que isso importa para o investidor brasileiro?
Movimentos extremos em Nova York costumam ditar o compasso da B3 no pregão seguinte. Historicamente, cada 1 p.p. de alta do Nasdaq tende a ampliar a procura por papéis de tecnologia locais, enquanto a queda do petróleo pressiona as ações de energia que pesam no Ibovespa. Além disso, a recente proposta do Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio reduziu o prêmio de risco no mercado de commodities, barateando o dólar e melhorando as condições de financiamento para empresas brasileiras.
Como isso afeta o seu bolso? Oscilações de Wall Street repercutem no preço dos fundos de ações, na cotação do câmbio e até nas taxas de empréstimo atreladas ao CDI. Para acompanhar cada virada do mercado, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / NYSE