Expansão agressiva faz rede catarinense desafiar líderes nacionais
Grupo Koch – A varejista catarinense ganhou duas posições no ranking da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) divulgado em 27 de maio, alcançando o 8º lugar após faturar R$ 12,9 bilhões em 2025, um crescimento expressivo de 25% sobre o exercício anterior.
- Em resumo: Receita bilionária e salto de ranking ampliam a pressão competitiva no varejo alimentar.
Crescimento acima da inflação reforça poder de fogo regional
Enquanto o IPCA de alimentos acumulou alta perto de 3% nos últimos 12 meses, segundo dados do IBGE, o avanço do Grupo Koch foi quase oito vezes maior. O resultado foi impulsionado por inaugurações em cidades médias de Santa Catarina e pela estratégia de preços “agressivamente competitivos”, apontam analistas ouvidos pelo Valor Econômico.
A rede catarinense subiu duas posições e agora ocupa o oitavo lugar, com faturamento de R$ 12,9 bilhões, avanço de 25% sobre o ano anterior. (Relatório ABRAS 2025)
Escala nacional em jogo: margens, emprego e bolso do consumidor
Historicamente, o varejo alimentar brasileiro é dominado por conglomerados que faturam acima de R$ 20 bilhões. Ao entrar nesse bloco de elite, o Grupo Koch ganha musculatura para negociar melhores condições com fornecedores, o que pode se traduzir em promoções mais frequentes nas gôndolas catarinenses e, no médio prazo, em expansão para outros estados.
Ainda assim, o ritmo de inaugurações pressiona despesas operacionais. Segundo consultorias de varejo, margens líquidas do setor giram em torno de 2% a 4%, exigindo alto volume de vendas para compensar custos logísticos crescentes. A disputa direta com redes tradicionais tende a acelerar fusões regionais e impactar a geração de empregos locais.
Como isso afeta o seu bolso? Concorrência maior costuma segurar preços e ampliar ofertas de marca própria. Para acompanhar outras movimentações do setor, acesse nossa editoria de Economia & Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Grupo Koch