Mais tributos hoje, mais capital para crédito amanhã
Santander Brasil – Na divulgação recente dos números do primeiro trimestre, o banco ressaltou que o desembolso maior em tributos, resultado de um lucro antes de impostos 5,4% superior ao do 4T23, sinaliza atividade orgânica robusta mesmo com o ganho líquido recuando 1,8% para R$ 3,8 bilhões.
- Em resumo: alta na carga fiscal libera capital ao acelerar a absorção de créditos tributários, reforçando a capacidade de concessão de empréstimos.
Imposto vira termômetro de rentabilidade
O CEO Mario Leão classificou o cenário como “efeito matemático” típico de um país sem consolidação fiscal: cada veículo societário paga seu próprio IR. Segundo ele, ao consumir rapidamente a base de tax assets, o banco devolve capital ao balanço e ganha fôlego para novos empréstimos e compras de títulos públicos. Essa leitura ganha força diante dos dados do Banco Central e da Reuters que apontam crédito em recuperação moderada no sistema.
“Sendo prático, pagar imposto é bom sinal; é sinal de que estou gerando mais atividade orgânica e, com isso, libero capital para o cliente PF e PJ”, disse Leão.
ROE em direção aos 20%: o cronograma até 2028
Mesmo com o retorno sobre patrimônio líquido estacionado em 16%, a gestão reafirmou a meta de superar 20% em 2028, sustentada por provisões de R$ 6,3 bilhões que, embora crescentes no trimestre, caíram 0,7% em 12 meses. Historicamente, grandes bancos brasileiros operam com ROE entre 15% e 22%; portanto, um avanço de quatro pontos percentuais representa potencial reprecificação das units SANB11 caso o guidance se cumpra.
Como isso afeta o seu bolso? Se o Santander mantiver a rota de rentabilidade, dividendos e valorização das ações podem ganhar tração, mas o ritmo dependerá da queda dos juros e da inadimplência de pessoas físicas de menor renda. Para mais análises sobre o setor bancário e macroeconomia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Santander