Demanda cíclica pressiona margens, mas Ebitda mostra fôlego
WEG (WEGE3) – A fabricante catarinense divulgou na última quarta-feira (29) que lucrou R$ 1,45 bilhão no 1T26, queda de 5,7% em 12 meses, frustrando o consenso de mercado e embolsando menos do que projetava a Bloomberg.
- Em resumo: lucro, receita e Ebitda recuaram, mas a margem operacional subiu para 22,2%.
Não foi só o lucro: receitas e Ebitda também encolhem
A receita líquida desceu a R$ 9,46 bilhões, afetada principalmente pelo mercado interno, que encolheu quase 20%. Lá fora, o faturamento até avançou 4,5% em reais, mas a valorização do real tirou parte do brilho. O Ebitda atingiu R$ 2,10 bilhões, retração de 3,2% no ano, ficando abaixo das previsões reunidas pela Bloomberg.
A margem Ebitda subiu 0,6 p.p., alcançando 22,2% no trimestre, sinalizando resiliência operacional mesmo em meio à desaceleração de pedidos.
Visão de longo prazo e riscos cambiais no radar
Analistas do JP Morgan e do Santander veem a fraqueza atual como pontual. Eles apostam em 2027 para um novo ciclo de expansão, impulsionado pelo reforço na capacidade de transmissão e pelo avanço de soluções de eletrificação e armazenamento de energia. Ainda assim, o câmbio vem se firmando como a principal ameaça: se o real continuar firme, o banco americano já projeta corte de até 6% no Ebitda estimado para o ano.
Historicamente, a WEG mantém ROIC acima de 30% — bem superior à média da indústria de transformação, que paira perto de 10% segundo dados do Banco Central —, sustentando a tese de qualidade da ação mesmo em fases de baixa.
Como isso afeta o seu bolso? Menos lucro agora pode significar dividendos mais magros em 2026, mas a expectativa de retomada abre espaço para quem mira ganhos de capital no médio prazo. Para acompanhar outros balanços decisivos da temporada, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / WEG