Royalties milionários e herança em risco na disputa judicial
Tribunal Penal e Correcional Nacional N°43 — A corte argentina confirmou recentemente que as irmãs de Diego Maradona e o advogado Matías Morla vão a júri popular por suposta apropriação indevida das marcas do craque, um ativo que segue gerando receitas globais desde sua morte em 25/11/2020.
- Em resumo: acusações envolvem transferência irregular das marcas para a Sattvica SA, afetando o patrimônio herdado pelas filhas do jogador.
Marcas esportivas sob escrutínio: quanto vale o nome “Maradona”?
No cerne da ação está a exploração de licenciamento de imagem e produtos oficiais, segmento que movimenta bilhões no esporte mundial. Estimativas de mercado apontam que nomes icônicos podem faturar mais de US$ 20 milhões anuais apenas em royalties, segundo a agência Reuters, o que explica a disputa feroz pelo controle desses direitos.
“As movimentações corporativas teriam reduzido os bens hereditários ao impedir que os sucessores comercializassem livremente as marcas registradas”, aponta a decisão judicial.
O que está em jogo para herdeiros e para o mercado de licenciamento
Desde 2021, as filhas Dalma e Gianinna contestam a transferência das trademarks registradas em 2015 para a Sattvica SA. No período entre setembro de 2022 e agosto de 2023, o advogado teria repassado parte dos direitos a Rita Mabel e Cláudia Norma, manobra considerada lesiva pela promotoria.
Historicamente, processos semelhantes já reconfiguraram o fluxo de receitas de celebridades falecidas — casos de Elvis Presley e Michael Jackson ilustram como decisões judiciais podem multiplicar ou estancar pagamentos de royalties. No cenário latino-americano, se o tribunal reconhecer a fraude, acordos de licenciamento já firmados podem ser renegociados e novas receitas finalmente distribuídas aos herdeiros legítimos.
Como isso afeta o seu bolso? Se você investe em empresas de marketing esportivo ou fundos lastreados em direitos de imagem, acompanhe o desfecho: um veredicto contra os réus pode alterar contratos futuros e precificar para cima — ou para baixo — participações nesse mercado. Para mais detalhes sobre litígios que balançam o setor, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS