Liquidação do Banco Master pressiona reservas e testa limites de segurança
Fundo Garantidor de Créditos (FGC) – Após a quebra do Banco Master, a entidade já desembolsou R$ 57,4 bilhões para honrar quase 870 mil credores, movimentação que reduziu sua liquidez a 1,28% dos depósitos elegíveis antes de leve recomposição.
- Em resumo: rombo bilionário levou o FGC a antecipar 60 meses de contribuições bancárias, totalizando R$ 32,2 bilhões.
Socorro histórico derruba liquidez abaixo do mínimo regulatório
O reforço de caixa veio depois que a liquidação do grupo Master exigiu emissões semanais de letras financeiras, estratégia inédita que, segundo dados do Banco Central, evitou que metade do caixa do fundo fosse queimada de imediato.
“O grande teste de nossa capacidade de atuação ocorreu em 2025, ano que teve início com a iminência de caracterização de evento de iliquidez do conglomerado do Banco Master”, aponta o relatório anual do FGC.
Antecipação de 60 meses de contribuições: o que muda para o sistema
Com o aporte extraordinário, o patrimônio líquido do FGC ficou em torno de R$ 112 bilhões, mas ainda aquém da liquidez mínima de 2,5% prevista em regulamento. Para comparação, antes da crise o indicador marcava 2,23% e já sinalizava aperto.
Historicamente, a última grande intervenção semelhante ocorreu em 2016, quando pequenas liquidações consumiram menos de R$ 4 bilhões. O volume atual representa salto de mais de 13 vezes, evidenciando a maior concentração de depósitos a prazo — que já respondem por 58,7% do total elegível.
Como isso afeta o seu bolso? Embora 99,65% das contas sigam integralmente cobertas, o episódio pode levar a novas regras para CDB, LCI e LCA e a contribuições mais altas dos bancos, fatores que podem encarecer o crédito e afetar a rentabilidade de produtos de renda fixa. Para mais análises sobre estabilidade financeira, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Fundo Garantidor de Créditos