Rotação de fluxo global e petróleo em alta formam cenário inusitado
B3 – Em apenas 12 pregões, o principal índice da bolsa brasileira perdeu quase 5% e devolveu cerca de 10 mil pontos, movimento atribuído à saída de capital estrangeiro e à migração para bolsas asiáticas ligadas à tecnologia.
- Em resumo: estrangeiros retiraram perto de R$ 5 bi desde meados de abril, enquanto o MSCI Brasil ficou para trás mesmo com o petróleo sustentado.
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A XP Investimentos observa que o rali em Taiwan e Coreia do Sul, embalado pelo entusiasmo com semicondutores e inteligência artificial, reduziu o apetite por emergentes tradicionais. No mesmo período, o Ibovespa passou de 199.355 pontos (14/4) para 189.579 pontos (27/4).
“A correção do mercado brasileiro foi puxada por rotação tática global, sem deterioração dos fundamentos domésticos”, apontou o Santander em relatório de estratégia.
Commodities firmes, spreads de crédito abertos: onde mora o risco?
O petróleo, que costuma sustentar exportadores como Brasil, seguiu em alta devido a tensões de oferta. Ainda assim, o spread de crédito corporativo local se alargou, sinal de menor liquidez, mas não de risco sistêmico, segundo o banco espanhol.
Historicamente, quedas abruptas como a atual costumam abrir espaço para repique quando o fluxo volta a se estabilizar. Em 2022, por exemplo, episódios semelhantes foram revertidos em poucas semanas após entradas de fundos de pensão globais.
Como isso afeta o seu bolso? A volatilidade eleva a chance de descontos pontuais em blue chips, mas também aumenta oscilação em fundos de ações e ETFs atrelados ao Ibovespa. Para entender outras dinâmicas de mercado, acesse nossa editoria especializada.
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