Conflito no Golfo e decisões de juros criam campo minado para o investidor
Banco Central – Na abertura da última semana de abril, agentes de mercado calibram apostas para as próximas decisões de política monetária enquanto monitoram o bloqueio no Estreito de Ormuz e a nova rodada de balanços das big techs norte-americanas.
- Em resumo: contratos de petróleo disparam a US$ 107 e o EWZ sobe 0,50% no pré-mercado.
Balanços sustentam Wall Street e dão fôlego ao Ibovespa
A alta de quase 10% do S&P 500 em abril reflete a expectativa de lucros robustos das gigantes de tecnologia. Segundo projeções compiladas pela Reuters, mais de 80% das empresas que já reportaram resultados superaram estimativas, alimentando a busca por risco mesmo em cenário geopolítico tenso.
O principal ETF brasileiro negociado em Nova York, o EWZ, registrava avanço superior a 0,50% antes da abertura oficial dos negócios.
Petróleo em alta e energia pressionam inflação futura
O bloqueio quase total de Ormuz derrubou em 57% a produção do Golfo Pérsico, alçando o barril a US$ 107. Ao mesmo tempo, a Petrobras reajustará em 18% o preço do querosene de aviação a partir de 1º de maio e a tarifa de energia migra para bandeira amarela no mesmo mês. Historicamente, cada variação de 10 dólares no Brent adiciona cerca de 0,30 ponto percentual ao IPCA, segundo cálculos do Banco Central do Brasil.
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Crédito da imagem: Divulgação / Estadão