Percepção negativa da economia coloca tensão extra sobre 2026
BTG Pactual/Nexus – O levantamento telefônico divulgado recentemente indica que, apesar da recuperação de cinco pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda enfrenta a resistência de um eleitorado inquieto com inflação, crédito caro e escândalos de corrupção.
- Em resumo: 51% classificam a economia como “ruim ou péssima”, minando a folga eleitoral do petista.
Economia segue dor de cabeça: inflação, juros e endividamento
Dos entrevistados, 42% avaliam que a situação econômica piorou desde o fim do governo Bolsonaro – percepção reforçada por dados de endividamento recorde das famílias compilados pelo Banco Central.
“Entre os brasileiros inadimplentes, Lula marca 41%, contra 37% de Flávio Bolsonaro no 1º turno; no 2º, a diferença cai para 47% a 46%.”
Corrupção ainda mobiliza voto de protesto
A preocupação com corrupção caiu de 29% para 24% em um mês, mas 40% desse grupo declara voto no senador Flávio Bolsonaro. Esse viés punitivo mantém o embate acirrado no segundo turno, onde Lula aparece com 46% versus 45% do adversário.
O que está em jogo para o mercado financeiro
Pesquisas eleitorais tendem a mexer com a curva de juros futuros e o câmbio: quanto maior a dúvida sobre continuidade de reformas e responsabilidade fiscal, maior o prêmio de risco exigido pelos investidores. Em 2022, por exemplo, o CDS brasileiro subiu 18% em semanas de incerteza política, reflexo de fuga de capital estrangeiro.
Como isso afeta o seu bolso? Taxas mais altas pressionam crédito, financiamentos e, consequentemente, o consumo das famílias. Para acompanhar análises diárias sobre economia e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / BTG Pactual