Projeto japonês mira fatia do mercado orbital de US$ 400 bilhões
Obayashi Corporation – Recentemente, a construtora anunciou que pretende operar um elevador espacial de 36.000 km já em 2050, movimento que pode redesenhar o balanço de todo o setor aeroespacial ao derrubar o custo por quilo em órbita.
- Em resumo: projeção reduz o preço de US$ 20.000 para apenas US$ 200 por kg transportado.
Corrida comercial troca foguetes por cabos ultrarresistentes
Hoje, empresas como SpaceX e Arianespace dominam o envio de satélites, mas um cabo ancorado no Equador poderia tornar esses foguetes economicamente inviáveis. Segundo estimativas da Bloomberg, o mercado de lançamentos movimentará mais de US$ 60 bilhões anuais até 2030; um corte de 99% nas tarifas aumentaria exponencialmente a demanda por constelações de baixo custo.
Custo de Lançamento Estimado: Redução de US$ 20.000 por quilo para apenas US$ 200 por quilo.
Nanotubos de carbono: o elo bilionário entre sonho e caixa
A resistência requerida para sustentar 36.000 km de cabo ainda não existe em escala industrial. Laboratórios conseguem produzir poucos centímetros de nanotubos; tornar isso quilométrico exigirá investimentos que lembram a corrida dos semicondutores nas décadas de 1970 e 1980. Para efeito de comparação, o atual programa Rideshare da SpaceX cobra cerca de US$ 5.500 por kg, valor que cairia dez vezes com o elevador.
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Crédito da imagem: Divulgação / Obayashi Corporation