Mudança pode reverter parte da economia obtida com o fim das aulas teóricas pagas
Contran – O Conselho Nacional de Trânsito avalia, para 2026, tornar obrigatório o exame toxicológico para quem solicitar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH), adicionando um custo médio de R$ 120 ao processo, que ficou mais barato após o corte das aulas teóricas pagas.
- Em resumo: se aprovado, o teste ampliará em até 7% o gasto total de quem planeja tirar a habilitação.
O que ainda trava a nova exigência
O texto em discussão na Câmara Temática de Saúde do Ministério dos Transportes não especifica em qual etapa — matrícula, prova teórica ou prática — o laudo deverá ser apresentado. A dúvida técnica decorre da validade de 90 dias do exame, que precisa coincidir com o cronograma do candidato.
“O exame tem validade de 90 dias, e ainda não ficou claro em qual etapa do processo de emissão da CNH ele será solicitado.”
Quanto pode pesar no bolso do futuro condutor
Hoje, o custo nacional médio para obter a primeira habilitação oscila entre R$ 1.500 e R$ 1.800, segundo associações de autoescolas. Caso a coleta de amostra (cabelo, pelos ou unhas) seja imposta, o total pode ultrapassar R$ 1.900, anulando parte da economia gerada pelo recente fim da obrigatoriedade de aulas em autoescola.
Vale lembrar que motoristas profissionais das categorias C, D e E já realizam o mesmo teste desde 2016; portanto, a rede de laboratórios credenciados pela Senatran já existe e tende a repassar custos logísticos mínimos para o público iniciante.
Como isso afeta o seu bolso? Postergar a matrícula até que a regra esteja clara pode evitar gastos duplicados com um segundo laudo fora do prazo. Para mais detalhes sobre este e outros impactos no seu orçamento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério dos Transportes