Declaração surpreende analistas e reacende alerta sobre energia
Ministério das Relações Exteriores do Irã – Em comunicado divulgado na última sexta-feira, 24, o porta-voz Esmaeil Baqaei afirmou que não há qualquer reunião agendada entre representantes iranianos e norte-americanos no Paquistão, contrariando rumores de bastidores que sustentavam a expectativa de alívio nas sanções e, por tabela, de aumento na oferta global de petróleo.
- Em resumo: Sem avanço diplomático, o risco-prêmio sobre o barril segue elevado, pressionando custos logísticos e combustíveis.
Mercado de petróleo reage a cada sinal diplomático
A simples menção de possível diálogo entre Teerã e Washington costuma mexer nos preços do Brent. Na sessão que antecedeu a negativa, dados da Reuters mostraram o contrato futuro oscilando acima de US$ 81, refletindo apreensão com cortes de oferta de produtores da Opep+ e a permanência das restrições ao petróleo iraniano.
“A delegação da República Islâmica não tem qualquer plano para se encontrar com os EUA no Paquistão”, reiterou Baqaei em nota oficial distribuída à imprensa internacional.
Por que isso importa para inflação e câmbio no Brasil
O Irã responde por cerca de 4% da produção potencial da Opep, mas exporta menos da metade devido às sanções impostas desde 2018. Qualquer sinal de distensão poderia liberar até 1,5 milhão de barris/dia, segundo estimativas da Agência Internacional de Energia, aliviando pressões inflacionárias em cadeias que vão do frete ao preço do diesel. Sem acordo, o petróleo mais caro tende a encarecer combustíveis no Brasil, pressionando o IPCA e limitando cortes adicionais na Selic.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ministério das Relações Exteriores do Irã