Comparação com férias de 30 dias reforça tese de sustentabilidade
Ministério do Planejamento – Em ato do Dia do Trabalhador, realizado recentemente na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, a ex-ministra Simone Tebet afirmou que o fim da escala 6×1, sem redução de salário, não trará risco fiscal nem ruptura nos custos empresariais.
- Em resumo: Tebet equiparou a proposta ao 13º salário e às férias de 30 dias, alegando que “o País não quebrou” em mudanças anteriores.
Mudança trabalhista pode alterar cálculo de custos
Na avaliação da ex-ministra, o novo regime ampliará tempo de descanso e, a médio prazo, elevará produtividade. A declaração ecoa estudos citados por agências internacionais que apontam correlação entre jornadas flexíveis e menor rotatividade, fator que reduz despesas patronais.
“O trabalhador precisa de tempo para dormir, descansar, para estar com os filhos… o Brasil não vai quebrar com mais este avanço”, declarou Tebet, lembrando que o 13º foi criado em 1962 sob críticas semelhantes.
Histórico mostra que benefícios viram consumo e tributos
Dados do IBGE indicam que cada 1 % de incremento real na renda do trabalho injeta, em média, R$ 8 bilhões em consumo anual, gerando retorno tributário via PIS/Cofins e ICMS. Quando as férias foram ampliadas para 30 dias, em 1988, o varejo registrou expansão de 3,4 % no ano seguinte, segundo séries históricas do Banco Central. A lógica por trás do fim da escala 6×1 segue a mesma: mais folga pode sustentar demanda sem pressionar o Tesouro.
Ainda no evento, Tebet lembrou da nova faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 2.640 e da redução alíquota para salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350,00, reforçando que “quem entregou isso foi a atual equipe econômica”. Para o mercado, a fala sinaliza continuidade de medidas pró-consumo antes do ciclo eleitoral.
Como isso afeta o seu bolso? A adoção de folgas extras tende a estimular consumo e aquecer setores ligados a lazer e serviços. Para mais análises sobre reformas trabalhistas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS