Movimentos divergentes na Ásia expõem pressão geopolítica sobre commodities e câmbio
Nikkei 225 – O principal índice da Bolsa de Tóquio avançou 0,97% nesta sexta-feira (24), cravando 59.716,18 pontos e renovando o recorde histórico, enquanto outras praças asiáticas oscilaram diante do prolongado impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã.
- Em resumo: Chips puxam Tóquio ao topo e tensão no Estreito de Ormuz eleva o Brent a quase US$ 101.
Chipmakers inflam Tóquio; China recua e Seul fica estável
O rali japonês foi liderado por ações de semicondutores, seguindo o salto de 5,05% da TSMC em Taiwan. Kospi encerrou praticamente estável a 6.475,63 pontos, enquanto Xangai (-0,33%) e Shenzhen (-0,60%) devolveram ganhos recentes em meio a cautela com exportações chinesas. Já o Hang Seng subiu 0,24% em Hong Kong, refletindo rotação setorial. Segundo dados compilados pela Reuters, o balanço regional ficou neutro, mas a curva de volatilidade intraday aumentou.
“O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, permanece em grande parte fechado.”
Tensão em Ormuz pressiona Brent e acende alerta inflacionário
A ordem de Washington para “atirar para matar” embarcações iranianas suspeitas de minagem sustenta a quinta alta seguida do Brent, agora 1,5% acima, perto de US$ 101 o barril. Historicamente, cada elevação de US$ 10 no preço do petróleo adiciona até 0,4 ponto percentual à inflação global, segundo cálculos do Banco Mundial, reforçando o temor de repasse aos combustíveis no Brasil.
Além disso, o cessar-fogo entre Israel e Líbano foi estendido por mais três semanas, mas analistas avaliam que a medida tem efeito limitado sobre a oferta de energia. Na Oceania, o S&P/ASX 200 caiu 0,08% em Sydney, refletindo o prêmio de risco maior para exportadoras locais.
Como isso afeta o seu bolso? Se o petróleo permanecer acima de US$ 100, distribuidoras podem revisar preços e os juros futuros brasileiros tendem a precificar pressão inflacionária. Para acompanhar a cobertura completa do mercado, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Money Times