Nova dupla de comando promete acelerar reestruturação da petroquímica
Petrobras e IG4 Capital oficializaram recentemente um acordo de acionistas que transfere o controle da Braskem para uma gestão compartilhada, movimento que muda o tabuleiro da maior petroquímica da América Latina em meio a um endividamento bruto de US$ 9,4 bilhões.
- Em resumo: controle passa a ser 50/50 no conselho enquanto a dívida pressiona por acordo standstill.
Governança paritária e cronômetro financeiro em contagem regressiva
Pelo novo pacto, decisões de assembleia e conselho só avançam com consenso, garantindo a cada parte o mesmo número de cadeiras. A paridade veio acompanhada do anúncio dos nomes da futura diretoria: Helcio Tokeshi, sócio da gestora, para CEO, e Carlos Brandão para CFO. Segundo apuração da agência Reuters, a estratégia da IG4 em ativos em turnaround costuma priorizar corte de custos e disciplina de capital.
“Nenhum credor vai levar a Braskem, nem no Brasil, nem no México”, disse uma fonte próxima à companhia ao detalhar a busca por um standstill antes que obrigações vençam nos próximos meses.
Dívida bilionária, ciclo petroquímico fraco e possível OPA
Além de negociar a suspensão temporária dos pagamentos, a IG4 se comprometeu a lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) para as ações em circulação. O plano surge enquanto margens globais de resinas seguem comprimidas, reflexo de excesso de capacidade na Ásia e demanda ainda contida. Desde 2022, o índice de spreads de polietileno recuou perto de 40%, segundo dados da consultoria ICIS, agravando o fluxo de caixa da Braskem.
Como isso afeta o seu bolso? A definição de um plano de reestruturação e a possibilidade de OPA podem mexer no preço das ações BRKM5 e reavaliar o risco de crédito de fornecedores e bancos. Para acompanhar cada etapa dessa virada corporativa, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Braskem