Geopolítica encarece custos e derruba otimismo com celulose
JP Morgan – na última quinta-feira (23), o banco norte-americano revisou para baixo a recomendação da Klabin (KLBN11) de compra para neutra, apontando menor tração nos preços de celulose de fibra longa e poucos gatilhos de curto prazo para a companhia.
- Em resumo: preço-alvo de KLBN11 caiu de R$ 26 para R$ 22, enquanto Suzano (SUZB3) segue como única “top pick”, com potencial de alta superior a 58%.
Pressão externa trava reajustes no setor
O banco destaca que o rali recente nos preços – sustentado por oferta restrita e inflação de custos – começou a perder força após o acirramento dos conflitos no Oriente Médio, movimento que já reflete em menor apetite dos compradores, segundo dados compilados pela Reuters.
“Riscos geopolíticos trouxeram cautela ao mercado, limitando a disposição dos compradores em aceitar novos aumentos”, escreveram os analistas.
Suzano concentra aposta e lidera relação risco-retorno
Enquanto a Klabin sofre com a ausência de novos catalisadores, a Suzano é negociada a cerca de 5,2 vezes o EBITDA projetado para 2026, podendo gerar retorno de caixa de 12,8% graças ao ramp-up do Projeto Cerrado e à queda esperada no capex pós-início de operação.
Na nova rodada de estimativas do JP Morgan, a tonelada de fibra curta foi elevada para US$ 615 no 2T26, ainda levemente abaixo da média histórica de US$ 630 registrada pela série do índice FOEX nos últimos dez anos. Já a fibra longa, pressionada por estoques altos e futuros fracos, deve ficar em torno de US$ 715 no mesmo período.
Como isso afeta o seu bolso? Menos espaço para reajustes significa margens comprimidas e, possivelmente, dividendos mais magros a curto prazo. Para acompanhar de perto o impacto dessas revisões no mercado acionário, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / JP Morgan